Varejo – A evolução dos formatos de loja
Os formatos de loja no varejo estão em constante mudança, e as lojas como conhecemos hoje tendem cada vez mais a desaparecer e se reinventarem. O uso cada vez maior de redes sociais, dispositivos móveis e internet para efetuar as compras. Nota-se, por exemplo na Europa, a presença cada vez maior de praças de alimentação nas grandes lojas de departamentos, como Printemps e El Corte Inglés. Isso se deve à característica dos consumidores que frequentam essas lojas, normalmente utilizando transporte público e permanecendo tempo maior na loja, focando-se na experimentação das mercadorias e, algumas vezes, adquirindo poucos bens na loja física e depois os adquirindo online, no conforto do lar.
Olhar para os mercados maduros é claramente um sinal do que virá ao Brasil nos próximos anos. Lojas de variedades como as Lojas Americanas, simplesmente sumiram em mercados maduros, e sobrevivem nos novos mercados latino-americanos.
Na África, começam a surgir os primeiros grandes Shopping Centers, praticamente 3 ou 4 décadas após o formato aparecer na América do Norte e até mesmo no Brasil.
Muitas empresas de bens de consumo viram na abertura de operações de varejo seu caminho para a solidifação de sua marca e aumento de seus lucros e capilaridade, como por exemplo a Hering fez de forma extremamente eficiente no Brasil. Sendo através de suas lojas próprias ou de franquias.
Uma das grandes tendências no varejo do futuro, creio eu, será o uso cada vez mais extensivo da inteligência analítica para delinear o perfil de consumo dos frequentadores de determinada loja ou região de lojas para, cada vez mais, trabalhar no conceito de “just-in-time”, disponibilizando nas lojas somente o que será consumido em um curto prazo de tempo, reduzindo principalmente os estoques e problemas com perecibilidade. Sem esquecer, claro, do uso cada vez maior de múltiplos canais para venda.
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